De Olho no Mercado | 19/03/2018 15:29:30

Tem coisa melhor do que aquele cheirinho de café passado na hora? Tem sim: quando ele vem com o selo de qualidade dos produtores paranaenses! Hoje damos uma volta por algumas regiões do nosso estado onde a palavra café também é sinônimo de bons negócios. Cuidado com o manejo, técnicas diferenciadas de plantio e muito carinho para levar ao consumidor um café sempre fresquinho. Vamos juntos!

As lavouras de café fazem parte da história do Brasil. Do início dos cultivos no século XVIII até o grão se tornar o principal produto exportado, o café se tornou um importante pilar da economia brasileira. A partir do dia 20 de março, você vai poder sentir um pouco do gostinho de viver nessa época. É só acompanhar aqui na RPC a nova novela das 18h, “Orgulho e Paixão”.

A trama se passa no início do século XX, na cidade fictícia de Vale do Café. Mas bem que poderia ser em alguma cidade na região do Norte Pioneiro do Paraná, como Londrina ou Ibiporã. A região é referência na produção cafeeira no nossa estado desde a época dos barões do café. Passou a ser reconhecida nacionalmente como produtora de cafés especiais ao receber, em 2011, a primeira Indicação Geográfica de Procedência do Paraná.

Atualmente nosso estado é o sexto maior produtor de café do Brasil. Somos responsáveis por 2,7% da produção nacional – pelo menos metade da produção vem do Norte Pioneiro. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), estima que em 2018 o país vai produzir cerca de 56 milhões de sacas de café. Aqui no Paraná, a produção deve chegar a 1,5 milhão de sacas.

“A nova cara do café paranaense”
A Fazenda Terra Nova, localizada na cidade de São Jerônimo da Serra (a cerca de 90 km de Londrina) aposta na produção rural sustentável, feita a partir do plantio biodinâmico. Livre de defensivos, o café especial tem também a certificação orgânica. Além da lavoura, os administradores da fazenda investiram na indústria e criaram o café Terrara. O produto já recebeu prêmios internacionais.

Quem explica é Egon Prezoto Bertolaccini, consultor biodinâmico e um dos proprietários da fazenda. “O pacote de exigências para as certificações é alto e rigoroso. Isso nos fez desenvolver mais qualidade em todo o processo, desde o plantio, a adubação, o manejo e a colheita”. Os atributos para um café ser considerado especial vão desde a origem, as variedades, cor e tamanho dos grãos, até a atenção com os sistemas de produção e as condições de trabalho da mão-de-obra cafeeira.

A partir da criação da Associação de Cafés Especiais do Norte Pioneiro do Paraná e da certificação de origem, os agricultores da região passaram a investir mais em equipamentos e tecnologia. O resultado dá para imaginar: café de alta qualidade, que vem se destacando em concursos nacionais e internacionais. “Aos poucos mais agricultores vão se identificando com esse novo perfil, é a nova cara do café paranaense”, acredita Egon.

Tradição e pureza nos Campos Gerais
Outras regiões do Paraná mantêm a tradição do café, onde a indústria de torrefação marca forte presença. Em Ponta Grossa, a empresa de torrefação Café Lontrinha surgiu em 1958. Ao longo de muitas décadas foi se adaptando às tecnologias sem deixar de lado a qualidade do café. Hoje, é uma das maiores torrefações das 17 existentes no Paraná, e estampa em suas embalagens o Selo de Pureza da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC). A certificação garante ao consumidor que o produto é livre de impurezas.

“Compramos o café arábica de outras cidades do Paraná e de Minas Gerais e lotes de café conilon no Espírito Santo e no Rio Grande do Norte. Nosso padrão exige cafés livres de impurezas, sem grãos pretos, verdes ou ardidos. Assim garantimos uma bebida agradável ao paladar”, explica Lucio Pereira de Oliveira, Diretor Comercial do Café Lontrinha.