Valor Online | 09/07/2018 17:07:24

SÃO PAULO  –  A Organização Internacional do Café (OIC) elevou a estimativa de déficit na safra internacional 2017/18 de café, para 1,357 milhão de sacas — a projeção anterior era de 254 mil sacas de café.

O déficit previsto aumentou pois a OIC reduziu a estimativa de produção global para o café na safra internacional 2017/18, para 158,56 milhões de sacas, 0,3% menos que no ciclo anterior. A projeção de maio da entidade era de uma produção mundial de 159,66 milhões de sacas. Do lado da demanda, a OIC manteve a previsão de um consumo global de 159,917 milhões de sacas de café,  elevando assim o déficit.  Esse consumo previsto é 1,3% superior ao da temporada anterior.

De acordo com a OIC,  a produção global de café arábica deve cair 6,6% no ano-safra internacional 2017/18, para  97,16 milhões de sacas, enquanto a de robusta (inclui o conilon brasileiro) deve crescer 11,5%, para  61,40 milhões de sacas.

A colheita de café deve aumentar em toda as regiões produtoras do mundo, exceto na América do Sul,  onde deve ser  8,2% menor, somando 70,57 milhões de sacas, diz o relatório. A produção na África deve subir 5,3%, para  17,63 milhões de sacas;  Ásia & Oceania deve aumentar 7,9%, a 48,44 milhões de sacas e no  México & América Central, o avanço deve ser de 7%, para  21,92 milhões de sacas.

A OIC informou ainda que seu indicador mensal de preços caiu 2,6%, para US$ 1,1044 por libra-peso em junho passado, após ter registrado leve alta no mês anterior. O valor de junho é a menor média mensal desde dezembro de 2013.

De acordo com relatório de mercado da OIC, os preços no mês passado refletem a maior disponibilidade de café no mercado internacional em função das novas safras em regiões produtoras, notadamente o Brasil.

Todos os grupos de café registraram queda no mês de junho. O maior recuo ocorreu no valor médio dos naturais brasileiros, que declinaram 3,7% para US$ 1,1510.  Os suaves colombianos e  outros suaves caíram ambos 1,2% para  US$ 1,3855 e US$ 1,3403 por libra-peso.  A média mensal para o robusta (inclui o conilon brasileiro) teve queda de 3% para 86,07 centavos de dólar por libra-peso.  Com isso, a arbitragem  média em junho, com base nos contratos futuros de Nova York e Londres, subiu 0,3% para 42,79 centavos de dólar por libra-peso.