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A questão da eventual dependência de cafeína tem sido debatida por muitos anos, e provavelmente o hábito de consumir café é causado pelo reconhecimento de que é uma bebida estimulante e não por quaisquer qualidades viciantes da cafeína. Além disso, sua ingestão não se dá somente devido a presença de cafeína, mas ao agradável aroma e sabor do café, bem como o ambiente social, que normalmente acompanha o consumo de café.  Drogas como a cocaína, morfina e nicotina ativam o circuito cerebral de dopamina que está relacionado ao ciclo de dependência e recompensa e que, mesmo doses baixas, são ‘viciantes’.  Estudos de mapeamento cerebral indicam que a cafeína não está ligada ao circuito de dependência do cérebro e, por conseguinte, não preenche os critérios para ser descrito como uma droga de dependência. Embora a interrupção abrupta do consumo de cafeína pode induzir sintomas de privação, em alguns indivíduos, estes são geralmente de curta duração e pode ser evitados pela redução progressiva da cafeína. Pesquisas em seres humanos não conseguiram encontrar qualquer ativação do circuito cerebral de dependência com a ingestão de cafeína. Esta abordagem “mapeamento cerebral” para o estudo da dependência em seres humanos mostra que a cafeína não cumpre os critérios exigidos para ser descrito como uma droga de dependência.  Segundo a Organização Mundial da Saúde, “não há nenhuma prova de que o uso de cafeína tenha consequências físicas e sociais comparáveis, ainda que remotamente, às consequências das drogas de abuso” e o Comitê Antidoping Internacional, tirou a cafeína da lista de drogas proibidas para atletas.  O café deve ser visto como um alimento saudável. Consumido com moderação, pode evitar depressão e ajuda a controlar distúrbios na área do cérebro que controla o prazer. Distúrbios nessa área, chamada de sistema límbico, estão associados ao tabagismo, ao alcoolismo e ao vício em drogas.