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Café e peso corporal – Vários estudos em humanos sugerem que o consumo de café induz a perda de peso por aumento da termogenese, uma vez que se verifica um aumento do gasto energético após a ingestão de cafeína ou café. Existem evidências de que esse aumento é dependente da quantidade de cafeína ingerida, tendo sido estimado que a ingestão média de 6 xícaras de café diárias causa um aumento no consumo diário de energia de aproximadamente 100 kcal. A cafeína parece ser o composto químico responsável pelo efeito termogênico do café, uma vez que este não foi verificado após a ingestão de descafeinado. Diversos estudos em humanos verificaram também um aumento da lipólise após a ingestão de cafeína ou café.  Mais uma vez, não se observou um aumento significativo da lipólise após a ingestão de descafeinado. Adicionalmente, alguns estudos mostram que o efeito termogénico e lipolítico da cafeína é mais pronunciado em indivíduos não obesos do que em obesos.

Café e Obesidade Infantil – A substituição do antigo e saudável hábito de consumir café com leite em casa, na merenda escolar e no lanche da tarde por refrigerantes e comidas rápidas (hambúrgueres, pizzas, etc.) além de biscoitos, balas, goma de mascar e derivados artificiais do amido, explica a epidemia de obesidade infantil nos países industrializados. Na atualidade mais de 1/3 das crianças e jovens nas sociedades modernas apresentam obesidade, favorecendo o aparecimento de diabetes, levando a uma baixa autoestima e consequentemente à depressão. Ademais, predispõe a problemas cardiovasculares futuros. E, para inibir a obesidade infantil, o café com leite está sendo considerada a bebida mais adequada para crianças e adolescentes. Além de não engordar, o café com leite é mais nutritivo e saudável que qualquer outra bebida artificial ou natural existente.

Café e diurese – Apesar do ligeiro efeito diurético da cafeína, os estudos realizados até a data não suportam a ideia de que o consumo moderado de café possa causar desidratação. De fato, o café pode até ser uma fonte importante de líquidos na dieta de muitos indivíduos. A ingestão de cafeína provoca um ligeiro aumento da frequência de micção, não se observando, contudo, alterações do volume total de urina eliminado diariamente, uma vez que o pequeno aumento da produção de urina verificado após 3 h é compensado por uma diminuição durante as restantes horas do dia. A ingestão moderada de cafeína a curto e longo prazo não parece comprometer o estado de hidratação ou a termorregulação, em descanso ou durante o exercício. Também não existem evidências de que o consumo de café cause desequilíbrio electrolítico.