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O metabolismo da cafeína é mais lento nas mulheres grávidas e no feto, resultando numa exposição a este composto mais longa e, possivelmente, em teores mais elevados. Uma vez que a cafeína atravessa facilmente a placenta e muitas mulheres consomem cafeína durante a gravidez, grande parte dos recém-nascidos possui níveis farmacologicamente ativos de cafeína no plasma. Foram realizados diversos estudos com o intuito de determinar a influência do consumo de café e/ou cafeína durante a gestação. Os resultados são, no entanto, conflituosos. A ingestão de café ou cafeína durante a gestação não parece ser prejudicial, especialmente se em quantidades moderadas e vários estudos epidemiológicos que tentaram relacionar o consumo de cafeína e o risco de aborto espontâneo apresentaram resultados inconclusivos.