Situada a uma altitude de mil metros em relação ao nível do mar, a Fazenda Nossa Senhora Aparecida, no município de Pedregulho, é referência mundial quando se fala em cafés especiais. A propriedade pertence ao Grupo SolPanamby (que reúne os negócios da família do ex-governador do Estado de São Paulo Orestes Quércia) e desde 2011 é sede da O’Coffee, empresa que surgiu exclusivamente para tratar da exportação do produto cru. Formada no total por sete unidades, ela impressiona em números, na estrutura física e no cuidado com o manejo do café.

Somente em cafezais, são 7 milhões de pés e o café resultante dessas lavouras alcança o mundo levando o nome da Alta Mogiana. Diretor executivo da O’Coffee, Ubion Terra, revela que 15 países em diferentes continentes compram o café sem intermediários. “Estamos nos principais mercados e toda a negociação é feita pela fazenda”.

A produção para esse ano é estimada em 40 mil sacas e detalha que o café produzido no local foca em qualidade e por isso, tem maior valor comercial. A fazenda possui 5,3 mil hectares, sendo 1,5 mil de cafezais que são monitorados e trabalhados com tecnologia de ponta, em todas as etapas, tudo no sentido de aumentar a produtividade e a pontuação do café. “Temos hoje 14 tipos de café resultado da combinação de 7 variedades e 3 métodos de preparo, todos do tipo arábica”.

Anualmente 20 grupos de estrangeiros, em média, visitam a O’Coffee e participam do projeto “Do grão à xícara”, em que há uma imersão em cada uma das etapas do processo produtivo”. “Esse ano já recebemos ingleses, americanos, japoneses, noruegueses, argentinos e gregos. Eles vêm até Pedregulho e ficam hospedados conosco na Hospedaria Chapadão, que também pertence à fazenda”.

Com um calendário de trabalho diferenciado em relação a outras produtoras de café, a safra na O’Coffee acontece de abril a julho e o embarque do produto no período de setembro a fevereiro do ano seguinte. “A nossa ocorre, de fora para dentro. Primeiro, efetuamos a venda e vemos junto do cliente o produto que ele deseja e só depois, com as devidas especificações, o café começa a ser produzido”, diz o diretor executivo da empresa. Sobre o fato de comercializar o café cru, ele explica. “Cada país possui um perfil de torra diferente e há também a preocupação com o frescor”.

Renomada internacionalmente, a fazenda Nossa Senhora Aparecida é 50% irrigada, tem 30% de reserva legal e área de preservação permanente e ainda desenvolve projetos sociais para as comunidades locais.

Fotos Wilker Maia //  Texto Ana Luiza Silva