SNA – 15/02/2018
Segundo maior consumidor mundial de café, atrás apenas dos Estados Unidos, o Brasil consumiu 1,7 milhão de toneladas do produto, em 2017, o que corresponde a cerca de 21,9 milhões de sacas. Foto: banco de imagens

Segundo maior consumidor mundial de café, atrás apenas dos Estados Unidos, o Brasil consumiu 1,7 milhão de toneladas do produto no ano passado, o que corresponde a cerca de 21,9 milhões de sacas. Esses dados constam do relatório da pesquisa Tendências do Mercado de Cafés em 2017, patrocinada pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), que também identificou as oportunidades e as principais tendências do mercado de café no País, especialmente na ótica do consumo.

Conforme o relatório, o consumo de café no Brasil aumentou 3,5% em 2017 comparado ao ano anterior. “Esse crescimento demonstra que os apreciadores de café continuam cada vez mais consumindo o produto sob as mais diferentes formas, em função da melhoria da qualidade dos cafés do Brasil verificada nas últimas duas décadas, o que tem contribuído para esse crescimento contínuo do consumo”, avalia Nathan Herszkowicz, diretor executivo da Abic.

De acordo com o executivo, o volume de 2017 superou a expectativa da entidade, que apontava para um crescimento de 1%. “Isso significa que o consumo de café não foi afetado pela crise econômica brasileira, assim como na grande crise mundial de 2008”, lembra o executivo, acrescentando que Brasil consumiu 21,9 milhões de sacas de café no ano passado.

Para ele, esse aumento de consumo se dá pelo fato de o café ser uma bebida tradicional e de consumo diário. “Essa característica se manteve, vencendo outras categorias de bebidas e alimentos que tiveram redução no consumo.” Ainda de acordo com o executivo, outro fator relevante para esse incremento é o preço do café, que é muito barato e não afeta o bolso nem o orçamento familiar. “Mas, acima de tudo, a melhoria da qualidade do café oferecido aos consumidores, nas várias categorias, desde o tradicional até os gourmets, foi o fator mais importante. A qualidade é o motor do consumo. Melhor a qualidade, maior o consumo”, destaca Herszkowicz.

PROJEÇÕES

Para o diretor executivo da Abic, Nathan Herszkowicz o crescimento no consumo de café pelos brasileiros demonstra que os apreciadores continuam cada vez mais consumindo o produto sob as mais diferentes formas devido a melhoria da qualidade dos cafés do Brasil verificada nas últimas duas décadas. Foto: divulgação

Segundo projeção do relatório Tendências do Mercado de Cafés, de 2017 a 2021 as taxas de crescimento do consumo no Brasil serão de 3,3% para o café em pó, de 4,3% para o café torrado e 9% de café em cápsulas.

“Essas projeções demonstram que o consumo de café em cápsulas seguirá crescendo e, ainda, que o consumidor brasileiro também aumentará a demanda de café ‘premium’ (categoria superior de café com grãos cuidadosamente selecionados e blends diferentes) em outras formas de consumo, por meio de café moído e em grão”, acredita o diretor da entidade.

Herszkowicz acrescenta que, em relação especificamente à qualidade do produto, o relatório destaca que os cafés premium terão crescimento de dois dígitos, resultado de uma mudança relevante de perfil do consumidor brasileiro em relação ao produto. “Esse crescimento do consumo de cafés superiores e gourmet responde ao interesse crescente dos consumidores, principalmente os jovens. Sabores distintos, aromas intensos, formas de preparo que resultam em bebidas diferentes e cafeterias agradáveis e bem frequentadas, tudo isto mostra um consumidor em mudança, com novo perfil, mais preparado, mais conhecedor, mais curioso e muito mais exigente”, avalia.

PERSPECTIVAS

De acordo com o executivo, a Abic reviu suas projeções para o mercado do café em 2018, e o cenário é animador. “Em 2018, com a melhora das condições econômicas, o café deve continuar sendo consumido diariamente”, prevê.

“A projeção é de um crescimento de 3,6%, elevando o consumo para 22,9 milhões de sacas, o que será um novo recorde, e significa que cada brasileiro consumirá, em média, 87 litros/ano”, arremata o diretor da Abic.

Por Equipe SNA/SP