Terra – 23/04/2018 – 15h32

Procedimento permite modificações genéticas no grão

O sequenciamento do genoma do café é de suma importância para determinar quais são os genes/cromossomos responsáveis pela resistência ou a sucessibilidade a fatores externos, como clima e pragas.

De acordo com o agrometeorologista da Climatempo Marco Antônio Santos, sabendo quais são os cromossomos que afetam a produtividade, é possível realizar modificações genéticas no grão. “Além disso, podem ser feitos melhoramentos para que novas variedades de plantas possam ser lançadas comercialmente, com resistência as intempéries e, sobretudo, com alto poder de produtividade”, explica Santos.

O processo de sequenciamento do genoma do café é realizado em laboratório, onde se pode isolar uma célula de uma folha da planta e depois isolar e mapear a sequência cromossômica dessa célula. “Dessa forma, é possível saber quais são os genes que afetam a produtividade e, através da genética, implantar marcadores e enzimas especificas que modicam a planta geneticamente e as tornam resistentes, ou mesmo tolerantes, a um ou mais fatores abióticos, como ao déficit hídrico ou térmico”, finaliza o agrometeorologista.

A descoberta do genoma funcional do café ocorreu em 2004, e dez anos depois, pesquisadores de 11 países divulgaram o genoma completo do grão pela primeira vez no mundo. Isso permitiu que os cientistas conhecessem a ordem dos genes dentro das sequências de DNA e das regiões intergênicas que compõem o genoma.

Colaborou neste texto a estagiária Amanda Sampaio.