cafe qualidade 05 11 2018Os cafeicultores José Eduardo Correa Ferraz, de Ribeirão Claro, e Valdeir Luiz de Souza, de Ivaiporã, venceram a 16ª edição do Prêmio Café Qualidade Paraná, concorrendo com grãos preparados no processo natural e cereja descascado. Nas mesmas categorias, mas disputando com microlotes, venceram os produtores Márcio Rosa Fávaro, de Pinhalão, e Valdir Constantino, de São Jerônimo da Serra. Os finalistas foram anunciados na quarta-feira passada (31/10), em solenidade realizada no município de Pinhalão, no Norte Pioneiro do Paraná. Cada um deles tem garantida a compra do lote por R$ 1.000 a saca, pelos patrocinadores do concurso

Concurso Nacional – Os finalistas representarão o Paraná no Concurso Nacional de Qualidade do Café, promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). Os produtores que chegaram de segundo a quinto lugar também têm garantia de compra, respectivamente por R$ 850, R$ 800, R$ 750 e R$ 700 a saca.

TV e equipamento eletrônico – Ainda como prêmio, os finalistas até a terceira colocação receberam TVs e equipamentos eletrônicos oferecidos pela empresa Agropecuária Rodrigues.

Realização e disputa – O Prêmio Café Qualidade Paraná é uma realização da Câmara Setorial do Café do Paraná, Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Instituto Emater, Associação dos Engenheiros Agrônomos de Londrina e Prefeitura de Pinhalão. O concurso tem o patrocínio da Sicredi, Faep/Senar, Bratac, Ocepar, Sebrae, Cooperativa Integrada, BRDE e, ainda, o apoio da Cocari, Cocamar, Copacol, Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic) e Sociedade Rural do Paraná (SRP).

Regiões – O Prêmio Café Qualidade Paraná 2018 envolveu as regiões de Apucarana, Campo Mourão, Cornélio Procópio, Ivaiporã, Londrina, Maringá, Santo Antônio da Platina e Toledo. Para chegar à final, os vencedores superaram 320 competidores, que iniciaram o certame em seletivas nas várias zonas produtoras do Paraná.

Categorias – A competição se dá em duas categorias, conforme o processo de finalização da colheita – cereja descascado e natural. No primeiro método, a polpa do grão maduro é retirada para diminuir o tempo de exposição ao sol no terreiro, enquanto no segundo o grão vai inteiro para a secagem. Cada zona produtora promove um concurso regional e seleciona o melhor lote de cada categoria para competir na fase estadual.

Lotes – Para participar, o cafeicultor inscreve lotes de seis a oito sacas de 60 quilos. Pequenos produtores familiares podem concorrer com os chamados “microlotes”, de duas ou três sacas.

Os lotes classificados nas fases regionais seguiram para a disputa de âmbito estadual. Aroma, doçura, acidez, corpo, sabor, gosto remanescente e balanço da bebida são os quesitos avaliados, conforme metodologia SCAA (Associação Americana de Cafés Especiais) em busca dos melhores cafés do Paraná em cada categoria.

Prova – A prova de xícara dos lotes que chegaram à final foi realizada no Centro de Qualidade do Café do Iapar, por degustadores de empresas e cooperativas.

Produção – A cafeicultura ocupa cerca de 41 mil hectares no Paraná. A maior parte das lavouras paranaenses tem em média 10 hectares e é conduzida por pequenos produtores familiares.

Falta de chuvas – A produção deste ano deve situar-se pouco abaixo de um milhão de sacas beneficiadas, projeção que já considera uma pequena redução provocada pela falta de chuvas em abril. “A falta de água no solo acelerou o ciclo vegetativo das plantas, diminuiu ligeiramente a produção e afetou o peso dos grãos”, diz o economista Paulo Sérgio Franzini, do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e Abastecimento.

Colheita – Ainda segundo Franzini, a segunda estiagem deste inverno, nos meses de junho e julho, beneficiou os trabalhos de colheita, que se encerraram com praticamente um mês de antecedência em relação aos anos anteriores.

Coincidência – Houve ainda uma ótima coincidência para os produtores – foi nessa época que chegaram à maturação os frutos resultantes da maior florada do ciclo, ocorrida em outubro de 2017. “No conjunto, tivemos uma safra de boa qualidade, mas com um volume menor de cafés com alto padrão de bebida”, acrescenta.

Classificação – Confira a classificação completa do concurso:

Natural

1º José Eduardo Correa Ferraz – Ribeirão Claro

2º Evilásio Shigueaki Mori – Cambira

3º Edson Lopes – Mandaguari

4º Flávia Jacob Saldanha Rodrigues – Jacarezinho

5º José Roberto Rocco – Mandaguari

 

Natural (microlote)

1º Márcio Rosa Fávaro – Ivaiporã

2º Bruna da Silva Souza Rosa – Tomazina

3º Gilberto Silva Bengose – Mandaguari

4º Marcelo Galdino dos Santos – Cambira

5º Lisiane Aparecida Veiga do Prado Ravar – Ivaiporã

 

Cereja descascado

1º Valdeir Luiz de Souza – Pinhalão

2º Guilherme Henrique Fiorucci – Cambira

3º Luiz Roberto Saldanha Rodrigues – Jacarezinho

4º Claudemir Alves de Souza – Pinhalão

5º Samuel Bartolomeu Fiorucci – Cambira

 

Cereja descascado (microlote)

1º Valdir Constantino – São Jerônimo da Serra

2º Juarez Colatino Barros – São Jerônimo da Serra

3º Maristela Fátima Silva Souza – Tomazina

4º Leandro Cesar Soares – São Jerônimo da Serra

5º Sandra Aparecida de Freitas Godói – Tomazina