Yahoo Brasil | 04/12/2017 11:34:27

“Aqui, nós sempre produzimos café comum, e mal conseguíamos sobreviver com esta produção. Nunca pensamos que poderíamos fazer café especial”, conta Afonso Abreu de Lacerda, assinalando que não sabia que tinha “tal tesouro entre os dedos”.

Na ladeiras das montanhas de Caparaó, entre os estados de Minas Gerais e Espírito Santo, o agricultor de 45 anos e seus vizinhos acabaram de colher manualmente as bagas vermelhas e amarelas dos arbustos de até dois metros de altura.

Eles produzirão o café Arabica “especial”, com qualidade e preço muito superiores ao café comum, do qual o Brasil é o maior produtor mundial.

Este café de qualidade superior permite que os produtores escapem das flutuações dos preços mundiais e garantam sua renda.

Depois de classificar as “cerejas” de café de acordo com seu nível de maturidade, ou seja, as cascas semi-rígidas que servem de abrigo aos grãos, e retirarem sua polpa com a ajuda de uma máquina, Afonso lava os grãos maduros e os dispõem sob estufas abertas, construídas abaixo da plantação de 20 hectares.

De oito a dez vezes por dia, ele e seus dois irmãos, Ademir e José Alexandre, também cafeicultores, revolvem os grãos com um ancinho para garantir uma secagem uniforme, que, dependendo da estação, pode durar até um mês.