CaféPoint | 25/07/2017 17:05:11

Cafeicultores estão precisando redobrar os cuidados nas lavouras por conta da broca, um inseto que se alimenta do fruto do café, destruindo a parte interna do grão e trazendo perdas quantitativas e qualitativas ao agricultor. 

Recentemente, um vídeo circulou na internet mostrando uma infestação da praga em um armazém de café. Segundo o engenheiro agrônomo da Fundação Procafé, André Luís Alvarenga, o cenário é comum quando há falta de cuidado. “A broca vem da lavoura, mas se você guardar o café por muito tempo, com brocas vivas, a capacidade de aumento e reprodução é muito grande”, explicou.

Para a safra 2017/2018 foi observado que a broca está fazendo aproximadamente 3 ciclos, destruindo uma quantidade muito grande de frutos. Estudos realizados na Fundação Procafé em Varginha, município brasileiro localizado na região do Sul de Minas Gerais, apontaram mais de 90% de grãos brocados em algumas lavouras da fazenda.

“Hoje a broca é uma realidade de dificuldade. No Brasil, a praga tem uma tendência de evoluir na monocultura do café. Em colheitas onde a mecanização é mal feita, deixando frutos para trás, aumenta muito a quantidade de insetos”, diz Alvarenga.

Com a proibição do  Endosulfan no mercado, inseticida bastante tóxico, os produtores tiveram que ter mais cuidado com a proliferação da praga. De acordo com o engenheiro agrônomo, a doença pode ser combatida com manejo integrado de qualidade, desde que realizado entre 90 e 120 dias da florada principal.

“A partir de agora o produtor deve se conscientizar que ele tem que se adequar a nova realidade. Ele tem que buscar um manejo integrado, que seja em uma colheita mais eficiente, tentando retirar o máximo possível os frutos da sua lavoura. Deve também utilizar podas, com manejo racional e adequado de inseticidas, de maneira a não ter excesso e ter sucesso na aplicação”, finaliza.